Mercado de trabalho: a experiência que atravessa gerações na Orguel

Jóse Magno falando sobre mercado de trabalho

Mercado de trabalho: a experiência que atravessa gerações na Orguel

Em um mercado de trabalho em constante transformação, algumas histórias mostram que uma carreira não é construída apenas pelo tempo de permanência em uma empresa, mas também pelo conhecimento compartilhado, pela capacidade de adaptação e pelas relações construídas ao longo do caminho.

A trajetória de José Magno Pacheco, soldador da Orguel, reúne todos esses elementos. Aos 72 anos, ele encerrou recentemente uma história de quase cinco décadas na empresa, marcada por aprendizado, mudanças tecnológicas, convivência com diferentes gerações e muita dedicação à profissão.

Ele começou a trabalhar na empresa ainda jovem e acompanhou de perto a evolução dos processos industriais. Ao longo dos anos, viu atividades que antes eram realizadas de forma predominantemente manual incorporarem novas máquinas, tecnologias, automação e processos robotizados. 

Continue a leitura e conheça essa história!

O mercado de trabalho está mudando

A história de José Magno também se conecta a uma transformação mais ampla da sociedade. O Brasil está envelhecendo, e esse movimento já pode ser percebido no mercado de trabalho, com um número cada vez maior de pessoas acima dos 60 anos permanecendo profissionalmente ativas.

Esse cenário amplia uma discussão importante para as organizações: como construir ambientes capazes de reunir diferentes gerações, aproveitando a experiência de profissionais seniores e, ao mesmo tempo, incorporando os conhecimentos e perspectivas das novas gerações?

Mais do que uma questão relacionada à idade, trata-se de reconhecer que diferentes momentos da vida profissional podem trazer contribuições distintas para uma mesma equipe.

Profissionais 60+ no mercado de trabalho

A presença de profissionais 60+ no mercado de trabalho evidencia uma mudança na forma como as empresas precisam olhar para suas equipes.

Experiência técnica, conhecimento acumulado, domínio de processos e capacidade de lidar com situações que só o tempo proporciona são alguns dos atributos que profissionais mais experientes podem levar para as organizações.

Ao mesmo tempo, esses profissionais também continuam aprendendo. Novas tecnologias, ferramentas e métodos de trabalho fazem parte da realidade atual e exigem adaptação constante, independentemente da idade.

A trajetória de colaborador mostra justamente esse movimento: permanecer ativo por décadas também significou acompanhar as transformações da própria profissão.

Uma homenagem a José Magno

A trajetória de José Magno foi celebrada em uma homenagem que reuniu colegas de trabalho, familiares, lideranças e os fundadores da Orguel. O encontro marcou sua despedida após quase cinco décadas de dedicação à empresa e foi também uma oportunidade para reconhecer as relações, os aprendizados e as contribuições construídas ao longo de sua carreira.

Emocionado, ele falou sobre o carinho pela empresa e sobre o momento de iniciar uma nova fase da vida:

“Estou saindo de coração apertado. Eu gosto muito de trabalhar aqui, gosto mesmo. Mas agora chegou a hora de cuidar do meu sítio, da minha rocinha, viver esse novo tempo. Só tenho gratidão por tudo que vivi aqui.”

Ao final da homenagem, ainda resumiu o vínculo que construiu com na empresa ao longo de tantos anos: “Estou saindo, mas deixo as portas abertas.”

Diversidade geracional na prática

A convivência entre profissionais de diferentes idades pode criar um ambiente de troca em que todos têm algo a ensinar e aprender.

Durante sua trajetória, ele trabalhou com profissionais mais jovens e sempre enxergou essa convivência como uma oportunidade.

“Nunca vi problema nenhum em trabalhar com gente nova. Pelo contrário, sempre ensinei o que sabia e também aprendi muito.”

Esse intercâmbio é uma das características das equipes multigeracionais. Enquanto profissionais experientes carregam conhecimentos técnicos e aprendizados acumulados ao longo da carreira, os mais jovens podem contribuir com novas perspectivas, familiaridade com tecnologias e diferentes formas de solucionar problemas.

Equipes multigeracionais fortalecem a troca de conhecimento

Quando diferentes gerações trabalham juntas, o conhecimento deixa de estar concentrado em uma única pessoa ou faixa etária.

A experiência pode ser compartilhada com quem está começando, enquanto novas ferramentas e formas de trabalho também podem ser incorporadas por profissionais que já possuem uma longa trajetória.

Para as empresas, essa troca pode contribuir para preservar conhecimentos, desenvolver pessoas e criar ambientes mais colaborativos.

Para José Magno, ensinar e aprender sempre fizeram parte dessa relação.

“Eu falo para eles: quem está começando agora precisa plantar para colher lá na frente. Dedicação faz diferença”, aconselha.

Experiência profissional também significa adaptação

Quase 50 anos de trajetória também significaram acompanhar profundas transformações na indústria.

Quando o colaborador começou sua carreira, muitos processos dependiam diretamente do trabalho manual. Com o passar dos anos, máquinas e novas tecnologias passaram a fazer parte da rotina, modificando a forma como determinadas atividades eram executadas.

Em vez de enxergar essas mudanças como uma barreira, ele procurou acompanhar a evolução.

“Comecei muito novo e fui crescendo junto com a empresa e com a profissão. Antes era tudo na mão, hoje tem máquinas, tecnologia e pessoas mais novas chegando o tempo todo. Eu fui aprendendo, me adaptando, acompanhando essa transformação.”

Aprendizado contínuo no mercado de trabalho

A experiência dele também desconstrói a ideia de que aprendizado e tecnologia pertencem apenas às novas gerações.

O mercado de trabalho exige cada vez mais capacidade de adaptação. Novos equipamentos, processos e ferramentas surgem continuamente, e profissionais de diferentes idades precisam acompanhar essas mudanças.

Nesse contexto, experiência e inovação não são necessariamente opostos. Podem se complementar.

O conhecimento adquirido ao longo de décadas ajuda a compreender processos e desafios, enquanto novas tecnologias abrem possibilidades para melhorar a forma de executar o trabalho.

Combater o etarismo também faz parte dessa transformação

A ampliação da participação de profissionais mais velhos traz outro ponto para o debate: o etarismo no mercado de trabalho.

Preconceitos relacionados à idade podem limitar oportunidades, desconsiderar competências e impedir que profissionais experientes continuem contribuindo com seus conhecimentos.

Construir ambientes mais inclusivos passa justamente por avaliar as pessoas por suas competências, experiências e capacidade de contribuição, e não apenas pela idade.

A diversidade geracional, nesse sentido, pode ser entendida como parte de uma cultura organizacional que reconhece diferentes trajetórias e perspectivas.

Uma trajetória que deixa conhecimento e inspiração

A despedida de trabalhador representou mais do que o encerramento de uma carreira. Foi também um momento de reconhecer a contribuição de alguém que fez parte de diferentes capítulos da história da empresa.

O CEO da Orguel, Sérgio Guerra, destacou a importância dessa trajetória. “José Magno era o nosso colaborador mais longevo, um exemplo de dedicação, esforço, companheirismo e amizade. Momentos como esse são de muita gratidão por tudo o que ele construiu junto conosco.”

Ao longo de quase cinco décadas, ele acompanhou mudanças na empresa, na indústria e na própria profissão. Também compartilhou conhecimento com colegas e aprendeu com aqueles que chegaram depois.

Sua história mostra que uma carreira longa não é apenas uma questão de tempo. É feita de aprendizado, adaptação, relações e contribuição. E, em um mercado de trabalho cada vez mais diverso e formado por diferentes gerações, histórias como essa ajudam a mostrar o valor de criar espaços onde experiência e novos conhecimentos possam caminhar juntos.

Uma nova jornada

Depois de quase 50 anos, ele inicia uma nova fase, levando consigo as lembranças de uma vida profissional construída na instituição e deixando, para quem continua, um legado de dedicação, aprendizado e companheirismo.


FAQ: mercado de trabalho e diversidade geracional

O que é diversidade geracional no mercado de trabalho?

A diversidade geracional representa a convivência de profissionais de diferentes faixas etárias dentro das organizações. Essa combinação reúne experiências, conhecimentos e perspectivas distintas, favorecendo a troca e o aprendizado entre as equipes.

Qual a importância dos profissionais 60+ no mercado de trabalho?

Os profissionais 60+ podem contribuir com experiência técnica, conhecimento acumulado, maturidade profissional e repertório desenvolvido ao longo da carreira. Sua participação também favorece a troca de conhecimentos entre diferentes gerações.

O que são equipes multigeracionais?

São equipes formadas por profissionais de diferentes gerações. A convivência entre pessoas com experiências e perspectivas distintas pode ampliar o repertório da equipe e estimular a troca de conhecimentos.

Como combater o etarismo no mercado de trabalho?

O combate ao etarismo passa pela valorização das pessoas com base em suas competências, experiências e contribuições, sem limitar oportunidades por causa da idade. Processos de seleção mais inclusivos e ambientes que favoreçam a convivência entre gerações são importantes nesse processo.

Profissionais mais velhos conseguem acompanhar as novas tecnologias?

Sim. A adaptação às novas tecnologias está relacionada ao aprendizado contínuo e não exclusivamente à idade. A trajetória de José Magno é um exemplo de como profissionais experientes podem acompanhar mudanças nos processos, equipamentos e ferramentas ao longo da carreira.

Como a convivência entre gerações pode beneficiar as empresas?

A convivência entre gerações permite combinar experiência acumulada com novos conhecimentos e perspectivas. Essa troca pode contribuir para o desenvolvimento das pessoas, a preservação de conhecimentos e a construção de equipes mais diversas e colaborativas.

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