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Bioconcreto: a Tecnologia na Obra

ADMINISTRADOR 07/05/2021 14:17

A mistura do concreto tradicional com colônias de bactérias Bacillus pseudofirmus (Bioconcreto) foi a invenção que rendeu ao holandês Henk Jonkers o título de Melhor Europeu Inventor em 2015. Feito para revolucionar a maneira que se constrói, essa nova tecnologia promove a “autocura” de suas rachaduras estruturais, como um biossistema produtor de calcário.

 

Material indispensável

Segundo o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, o concreto é um dos materiais mais utilizados no mundo e se tratando de construções civis, não há como dizer o contrário.

Contudo, por ser um dos elementos mais presentes em uma construção também é um dos que mais sofrem com cortes orçamentários, redução de prazos e a mão de obra precária, durante a sua execução, o que ocasiona uma degradação prematura das obras em que ele está presente.

Por esse motivo, é importante entender como um produto caracteristicamente de muita resistência e utilizado em etapas fundamentarias de uma construção como a fundação é formado:

  • Agregados: formados por materiais minerais como areia, pedras ou brita, com o intuito de aumentar o volume e reduzir o custo;
  • Aglomerados: como o cimento, que é utilizado para unir os materiais que compõe a massa;
  • Água: que é usada para misturar e reagir com os outros componentes para causar o endurecimento do concreto.

Porém, é necessário ressaltar que as quantidades dos componentes somado às questões externas como temperatura, produtos químicos, tensões, entre outros podem influenciar na resistência final do concreto nas construções.

Assim, não é possível prever como se darão os danos, porque não depende apenas do concreto, mas também devem ser considerados fatores como mão de obra, escoramentos, aderência, fatores climáticos, entre outros.

Há também vários agentes agressivos desde o início até o momento posterior à concretagem que ocasionam um dos maiores problemas estruturais, as rachaduras. Elas são problemáticas, pois além do risco de comprometimento da segurança da construção, segundo Cánovas (1988), também podem representar uma porta aberta para a ocorrência de corrosões nas armações metálicas, já que o aço ficará exposto.

Logo, ao considerar que uma construção é feita almejando a durabilidade e a segurança, o uso do bioconcreto é uma alternativa a ser levada em conta para substituir o concreto comum, já que a principal complicação é repelida com seu uso.

 

Bioconcreto

A sua inspiração surgiu a partir do estudo sobre as propriedades especificas do grupo de bactérias, as Bacillus pseudofirmus, que sobrevivem em ambientes inóspitos e são produtoras naturais de calcário.

E a razão disso é que, em uso quando ocorrem as fissuras nas estruturas construídas com bioconcreto, as bactérias são expostas a outros elementos, como a água. Com isso, a umidade que ali se encontra promove a ação dos microorganismos, que consomem lactato de cálcio que reage com carbono e, por fim, produzem calcário. A pergunta que pode ser mentalizada nesse momento é “qual é a importância desse processo?”, como resultado se dá o preenchimento das falhas existentes de maneira natural e contínua.

Por serem seres que sobrevivem em circunstâncias extremas, as bactérias que vivem junto ao concreto, de acordo com a BBC (2016), podem reparar as rachaduras em cerca de três semanas, não sendo elas maiores que 8 milímetros de largura.

Vale ressaltar que para fomentar a maior durabilidade das bactérias a sua inserção no concreto deve ocorrer por meio do encapsulamento, além da inserção de agentes para retenção de ar, garantindo a sobrevivência dos seres e a viabilização das suas capacidades únicas.

 

Benefícios na obra

Uma das maiores motivações para que o bioconcreto seja utilizado é a redução de custos, visto que o concreto é usado em bens duráveis como casas, prédios, estruturas fixas patrimoniais, pontes, dentro vários outros.

Uma vez que um dos maiores custos após a finalização em uma construção, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, é a manutenção de suas estruturas, devido a fissuras.

  • Passivas que já se encontram estabilizadas e não se modificam ao longo do tempo;
  • Ativas que podem sofrer variações em suas dimensões em decorrência do tempo.

De acordo com Silva e Passarini no artigo “Bioconcreto: a tecnologia para construção sustentável”, depois de um estudo com base no criador da tecnologia, Jonkers, o uso do bioconcreto reduz os custos de manutenção e estendem a vida útil das estruturas, por ter a característica de “autocura”.

Outro ponto importante dentro da manutenção, é que com o aumento da durabilidade da construção e da segurança, reduzem também os reparos em locais de difícil acesso, devido ao processo autônomo do concreto.

Além disso, quanto aos fatores de não ter a necessidade direta de intervenção humana para corrigir o processo de degradação do concreto, há também o fator sustentável, por ser uma composição com agentes biológicos naturais.

 

Economia ou custo

É importante ressaltar que ainda no Brasil a tecnologia está sendo estudada, devido ao seu alto custo imediato, se comparado ao concreto tradicional. Entretanto é importante lembrar que os benefícios já citados do bioconcreto afetam os custos a longo prazo com reparos.

A manutenção e a vida útil, dois itens que fundamentam a principal característica da concretagem, a resistência, não são os únicos determinantes. Dado que o valor do investimento inicial é aproximadamente R$ 260,00 m³ do concreto tradicional frente a R$ 360,00 para o bioconcreto, segundo o CEFET-MG em 2017.

Logo, o aumento expressivo de quase 40% sobrepõe a eficiência da sua autorregeneração, ainda que a durabilidade em relação ao concreto convencional seja expressiva. Em termos práticos, enquanto a conta inicial não fechar, o balanço final para o aceite do novo elemento tecnológico e sustentável, será um caminho longo a se percorrer.

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FONTE:

PATOLOGIA EM ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

Avaliação da viabilidade técnica e econômica do uso do bioconcreto em substituição ao concreto comum

BBCNEWS

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